terça-feira, agosto 28, 2001

IMPOSTOS NO BRASIL


A noticia do ano foi a grande descoberta do FHC que após anos de estudos descobriu que se um pais nao exporta ele morre. Aleluia!!!
E que nao podemos nos isolar do mundo numa economia fechada.
Aleluia de novo!
Mas o interessante é que ele nao disse nada em reduzir uma carga tributaria que corroe cerca de 32% do PIB brasileiro ou os 52 tipos de impostos, tarifas e "cositas do genero" que fazem o Brasil perder competitividade. Nao mencionou nada da burocracia onde empresarios gastam cerca de 7,5% do seu tempo enrolados nela e, que cerca de 30 a 40 bilhoes deixam de entrar no pais por culpa desse Custo Brasil. Mas temos um consolo, ganhamos do Haiti!
A politica tributaria tem como premissa duas funcoes: uma melhor distribuicao da renda, onde quem ganha mais seria mais taxado e manter o Estado. E temos ai dois tipos de impostos, os diretos (IRPF, IRPJ, IPVA, IPTU) e os indiretos (ICMS, IPI, PIS, COFINS).
No Brasil, o governo prevere taxar as pessoas juridicas as pessoas fisicas, justamente pelo controle mais facil das mesmas. É mais facil achar um sonegador em 170 milhoes de brasileiros ou uma empresa sonegadora?
Mas ai temos um empasse, que nos remete as funcoes primordiais dos impostos. As pessoas juridicas repassam todos os impostos para as pessoas fisicas, atraves dos precos! E quem acaba pagando mais por isso? Justamente quem deveria ser o maior beneficiado com isso! Uma pessoa que ganha 180 gasta aproximadamente 33% do seu salario em impostos! Pois uma pessoa que ganha um salario minimo é muito mais honerada que uma que ganha 100 salarios minimos. Pois nao é porque essa pessoa ganha mais que vai consumir mais pasta de dente, papel higienico...
Nos EUA, é o contrario. As pessoas sao mais honeradas, pois elas sao os maiores beneficiarios dos beneficios e as empresas assim podem ter precos mais baixos. Alem de que se um numero maior paga, esses impostos sao mais baixos.
La, se pegam um sonegador, é cana. Aqui, vigora a impunidade. Alem de poucos pagarem muito por muitos.
Me pergunto tb se no Brasil houvesse impostos mais baixos, como muitos clamam, se haveria realmente um aumento no numero de contribuintes. Acho que nao. Os impostos sao altos pela impunidade ou a impunidade existe pelos impostos altos?
Deixo a questao no ar para pensarmos um pouco sobre a natureza do povo brasileiro...



sexta-feira, agosto 24, 2001

PARADOXOS: REGULAR OU INTERVIR


Me parece oportuno incluir no debate o modelo de Estado que queremos para o Brasil.
A postura neoliberal que em parte caracteriza o desenho econômico traçado pela equipe do atual Presidente da República nos remete a uma reflexão mais aprofundada desse assunto. O neoliberalismo (doutrina político-econômica que representa
uma tentativa de adaptar os princípios do liberalismo econômico às condições do capitalismo moderno), preconiza entre outras coisas a auto-regulamentação do mercado, a volta da "ordem natural" para reger a vida econômica.
Vejam que nesse contexto o espaço para um Estado Interventor (intervir segundo o Dicionário Aurélio: interpor sua autoridade) é cada vez menor. Para garantir a intervenção plena ou parcial, o Estado deveria ser mais dinâmico, mais enxuto, mais próximo da realidade do país, eficaz, enfim, competente o suficiente para "prover" tudo que a sociedade necessita. O Brasil se diz neo-liberal,
no entanto não é isso que se observa. O Estado regulador (regular: sujeito as regras, dirigir) abre espaço para uma economia mais livre, bem no formatado neoliberal.
É claro que não podemos imaginar que a "mão invisível" de Adam Smith (Economista escocês - 1723-1790, maior expoente da chamada economia clássica)irá se encarregar de resolver as crises econômicas, mesmo porque sua eficiência já foi questionada por Keynes na década de 30, todavia, vale a reflexão sobre esse excesso de intervenção praticada pelo Governo Central.
Nos parece que o espaço para esse Estado divorciado das questões sociais, é cada vez menor, e, como solução duradoura, a diminuição de suas funções, abriria espaço para cobranças mais significativas na geração do bem estar para a sociedade.
O indicativo momentâneo é que, por mais que queiramos identificar o modelo econômico do país, esse, parece uma colcha de retalho.
Afinal, queremos regular ou intervir ?



ETICA E ECONOMIA

Qual a relação entre o ético e o util?
Que papel teriam virtudes como honestidade e confianca no desempenho economico dos individuos, empresas e nacoes?
Como definir e alcancar a justica distributiva? O que fazer qdo. desejos pessoais se chocam com o interesse público? Vale a pena sacrificar o presente em prol das geracoes futuras? Qual o lugar da economia na sociedade ideal?
As questoes economicas nao sao questoes apenas de praticidade e eficiencia, mas também influenciadas pela moralidade
e justica. As questoes eticas nao sao apenas questoes de valor e intencoes generosas, opinioes utopicas, mas também de
logica fria e calculista.
Se a economia desligada da etica é cega, vazia é a etica sem economia. O interessante é que economia e etica, que na outrora
andavam juntas, hj permanecem separadas.
A principal questao que passa por minha minha cabeca é que se essa casamento tem lugar no mundo de hj. Será que sacrificar a economia de um pais por seus habitantes menos favorecidos é etico? Ou sacrificar esses habitantes em prol do pais é justo?
Nao devemos pensar em economia apenas com numeros, indices e tendencias, mas também nao devemos pensar em bem-estar
social, qualidade de vida, amparo aos necessitados sem esperar que o pais cresca economicamente, pois isso nao
passaria de utopia insensata.
São questoes a se pensar...

quarta-feira, agosto 15, 2001

A IMPORTANCIA DA BOLSA DE VALORES

Muita gente boa ligada a economia e finanças se pergunta, quem surgiu primeiro, a bolsa ou mercado? Para muitos, a bolsa e o mercado são unidos.
Tudo indica porém, que o mercado veio antes. Ele surgiu, na sua forma mais primitiva, das antigas feiras da Babilônia onde comerciantes se reuniam em local público para negociarem as mercadorias.
Babilônia significa "confusão" (em assírio ou sumério, não sei bem). Nunca ficou claro, contudo, se a confusão decorria das "formas do mercado" ou das conseqüências da construção da Torre de Babel, pelos descendentes de Noé. O que se sabe é que naqueles tempos de Nabucodonosor o mercado ainda não governava a vida das pessoas.
A bolsa,por sua vez,apareceu na sua versão mais próxima da Bovespa na Roma Antiga, através do collegia mercatorum, uma assembléia de comerciantes que berravam o tempo todo. Na sua acepção mais remota a bolsa também podia ser chamada de couro ou odre. Significa dizer que escapamos por pouco de estarmos hoje aplicando na Odre de Valores.
Foi graças aos italianos que o mundo optou pela palavra "bolsa". Devemos agradecer especialmente à família Della Borse, que reunindo na praça de suas terras os comerciantes venezianos (fins do século XV), acabou por fazer de seu sobrenome (bolsa em italiano é borsa) um "lugar de negócios".
A primeira bolsa de que se tem notícia não surgiu, como muita gente pensa, em Wall Street. Ela foi criada em Bruges, Bélgica (que na época formava com a Holanda os Países Baixos), três anos antes de Cabral avistar o Monte Pascoal. Curiosamente os países eram baixos, mas a bolsa vivia em alta. Depois vieram as Bovespas de Antuérpia (1561) e Lyon (1595). Paris, apesar de ser a capital da moda, só passou a usar bolsa em 1639.
No Brasil,a legislação portuguesa no período colonial assegurava ao comerciante o direito de "comparecer à praça".O Código Comercial Brasileiro de 1850 também se referia ao local onde eram feitos negócios como "praças de comércio".Com o passar dos anos a praça passou a ser do povo; o comércio na praça passou a ser dos camelos e as bolsas abrigaram-se dentro de prédios para poderem apregoar seus valores.
Se não fossem as bolsas, a Civilização ainda estaria na Idade Média. Foram elas que sustentaram o trânsito de mercadoria por todo o mundo. Foram elas que mantiveram um mercado regular de dinheiro e metais preciosos (ouro e prata; o bronze só tem valor nas Olimpíadas), que permitiram uma rápida mobilização de capital em mãos de um número cada vez menor de pessoas.
Vocês podem xingar a bolsa e acusá-la de concentrar a renda e forjar grandes capitalistas. Sem eles, no entanto, não seriam possíveis os notáveis empreendimentos comerciais e marítimos (dos quais a Cia. das Índias Orientais é o melhor exemplo) que mudaram a cara do planeta.
E tem mais: quando a Civilização engravidou da Revolução Industrial, foram as bolsas que estimularam a captação de recursos e as poupanças necessárias à realização dos gigantescos investimentos. Mais do que as caravelas e a máquina a vapor, foram as bolsas que permitiram a você estar hoje acessando a Internet.

sexta-feira, agosto 03, 2001

PANORAMA GERAL


Todos sabemos que a economia nacional vive dias turbulentos, difíceis, onde nem os especialistas de mercado arriscam previsões. O dólar subiu, os juros subiram e, em contra-partida, a taxa de crescimento caiu, a Argentina mais em crise do que nunca e, nossa velha conhecida, a crise energética. Na televisão o que vemos são opiniões diversas, pois não existe como fazer previsões precisas para o futuro.
Na base de tudo está o fato de que a economia é muito vulnerável no seu setor externo. Todo o ano, o Brasil precisa de uma soma considerável para cobrir sua conta corrente com o exterior. Essa conta mede, em dólares, o fluxo de transações externas, de mercadorias (por exemplo, soja e automóveis), e serviços (turismo, juros, dividendos e outros itens). Este ano, o déficit previsto é de US$27 bilhões. Para cobrir esse buraco, o Brasil se endivida lá fora. Mas há outra parte do problema, as contas de capital. A dívida externa vai vencendo, e é preciso renová-la com novas dívidas, já que não há como pagá-la. Nesse quadro, os investimentos diretos (para iniciar, adquirir ou expandir empresas, como indústrias, bancos e supermercados), representam um alívio. São recursos que se cristalizam nessas empresas, e não têm a mesma volatilidade dos demais capitais. O mais volátil vem para a Bolsa ou para ganhar juros em aplicações de curto prazo. Tende a sair rapidamente nas dificuldades. Felizmente, hoje são parcela pequena dos recursos internalizados, pois a grande maioria saiu na crise de 1998, e não voltou mais.
Esse sufoco do déficit e da rolagem da dívida vinha sendo aliviado pela entrada dos investimentos diretos. O problema é que com os problemas na Argentina, a crise energética e o ruído sobre o que fará esse ou aquele candidato a Presidente, os investidores estrangeiros se retraíram, tanto nos investimentos diretos como na concessão de empréstimos e financiamentos. Além disso, as incertezas levam quem já está aqui, e mesmo empresas nacionais, a realizar operações de "hedge", para proteger ativos e passivos da desvalorização cambial. Ou seja compram dólar. Com isso, o dólar fica mais escasso e sobe. Isso tem um lado bom, pois aumenta exportações e reduz importações. Mas há também um lado muito ruim, pois contamina preços e aquece a inflação. Assim, externa e internamente o real perde valor.
E qual o papel do Banco Central? Procurar defender sua moeda. Como xerife do mercado, usa três munições. Disparando juros, faz mais atrativas as aplicações em reais, e alivia a demanda de dólares. Mas não pode ir muito longe, pois isso esfria a economia, levando consumidores e empresários a colocar a juros uma parte maior do dinheiro destinado a comprar bens e serviços. Reduzem, também, os empréstimos tomados para essa finalidade. E mais: os juros agravam o déficit do governo, ao incidirem sobre sua dívida.
Como segunda munição, há as vendas de reservas em moeda estrangeira do BC. Mas seu caixa já não é alto, nem pode ficar muito baixo. Uma forma de aumentá-lo consiste em estimular a captação de recursos externos (por exemplo, pela Petrobrás) ou pelo próprio BC (por exemplo, tomando dinheiro do FMI ou deixando de devolver o que já havia tomado antes).
A terceira opção é a venda de títulos da dívida pública com correção cambial. Problema: também aumenta a dívida pública e o próprio déficit, pois a correção cambial é contada como juros.
São ações de curto prazo. A médio e longo prazo, cabe reduzir a vulnerabilidade externa, principalmente aumentando as exportações, no que entram outras áreas do governo.
O BC tem usado todas essas munições, mas esbarra nesses limites. Quem vê o dólar subindo, diz que o BC não funciona. Não é bem assim. Sem essa atuação, poderia ainda estar pior. De qualquer forma, o tiroteio deve continuar. O que consola é que estamos muito melhor do que nas crises de 97 e 98, quando o disparo dos juros básicos chegou a 45% a .a. Atualmente, estão em 18,25%.
Olhando lá fora, o maior problema é a Argentina. Se não resolvido, vai continuar atrapalhando. Internamente, a chave é ver o que se passa com a inflação. Se subir muito, o dólar subirá ainda mais, realimentando a inflação, num círculo vicioso. Se não quiser mais inflação, o governo elevará mais os juros e conterá seus demais gastos, para acomodar a conta maior dos juros, mas com efeitos recessivos.
Ou seja, sem solução vamos ter mais inflação ou recessão. No momento estamos numa situação intermediária. Um pouco de inflação e de queda do crescimento, mas sem cair ainda numa recessão.
No meio dessas turbulências, não se contamine por elas. NÃO SE DESESPERE!!! Pois medidas radicais, como muitos pregam, já não funcionam, principalmente em um mundo globalizado.


quarta-feira, agosto 01, 2001

Unificação das Moedas

Atualmente podemos notar esse fenomeno interessante:
a unificacao de moedas. Vamos pegar como exemplo o euro, um dolar para europeu ver. Segundo esse projeto, tudo caminha para que o euro seja a moeda comum da europa. Se pegarmos a america do norte e outros tantos paises, veremos que quem manda por lá é o dolar. Partindo dos EUA e descendo mais um pouco, o dólar - sempre ele! - vai avançando sobre o continente e abatendo
as moedas locais, como já fez no Panamá, no Equador, (na Argentina?) e agora no modestíssimo El Salvador.
Então me pego perguntando: Meu, que fim vai levar o Real? Será que num futuro vai montar suas barricadas e dizer:
- Pode vir dolar, que ai vc nao entra!
E o dolar responder: Não entro? Espere até a proxima crise da russia ou argentina!
Ou vai astear a bandeira branca sem relutancia. Não sei como vai acabar essa história, mas torço para que a economia brasileira ganhe sua corrida contra o tempo, fortalecendo-se o bastante para enfrentar essa dolarizacao.
A ameaça está longe, mas está a caminho.

Quando a Colônia Será Metrópole?
por Ricardo Raele


Talvez com esse artigo eu cause a fúria de uns e alegria de outros mas o que na vida não é assim, afinal seremos sempre gregos e troianos...
Vejo muitos projetos de Internet no Brasil mas poucos projetos brasileiros. É por isso que o e-comerce no Brasil é um fracasso. E não adianta levantar da cadeira e resmungar... É um FRACASSO. Não temos um IPO.
Amarguem prejuízos os que quiseram copiar modelos estrangeiros. Hoje os grandes portais vendem sapatos na Internet!
Eu dou muita risada vocês não? Vender sapato é a periferia do negócio, o que vale são os robôs que identificam o comportamento de consumo e geram as ofertas de sapatos.
Justamente o que não temos para fazer o sapato ser vendido na web... A elite tecnológica do Brasil é colonizada. É medíocre porque não consegue criar um modelo de negócio
que conquiste o primeiro mundo... Pior copiam pela metade os que já existem...
Agora tente imaginar o seguinte:
A gente compra um hectare devastado na Amazônia por preço de banana. Coloca trinta webcams que se deslocam sobre trilhos em fileiras de mil árvores.
Você entra no site, escolhe uma árvore e paga um dólar por mês para a sua árvore ser regada e adubada. Quando quer digita o nome da árvore e a camera sobre trilhos vai até ela para você ver como ela está se desenvolvendo. Durante toda sua a vida...
Já pensou se o executivo japonês não iria dar uma árvore na Amazônia de presente para seu filho aprender a importância do meio ambiente? Eu posso até ver os colegiais americanos disputando quem tem a maior árvore... Me chame de sonhador, de Maluco!
Vamos as contas, afinal todo colonizado é cético e não idealista. São trinta mil árvores, cada árvore pode servir centenas de "donos". Três milhões por mês é fácil chegar, faça a conta... Agora eu pergunto: Com que custo? Água, adubo, o link e a manutenção de trinta webcams. Quinze pessoas?
Pois é... são trinta milhões de dólares por ano. Que pagam para reflorestar a nossa floresta. Tá bom assim?
Desculpe amigo, mais é bem mais fácil do que transformar areia (silício) em um Pentium 700 não é? Tem muito mais sentido para a nossa realidade do que criar robôs de análise de consumo, não tem?
Quanto vale na NASDAQ uma empresa que constrói florestas? O efeito estufa está chegando...
Esta é a diferença entre vender sapatos na Internet e um e-comerce.
SONHOS MARXISTAS

Parnell na Irlanda. Barba Roxa na Alemanha. D. Sebastião em Portugal. Personagens que representaram uma tal esperança que a alma de seus povos os quis imortais. Morreram e permaneceram assombrando os que os idolatravam. Passavam-se as décadas, e sonhava-se a cada problema, a cada turbulencia, a cada injustica que seus espiritos renascam e que seus corpos se levantem das
tumbas para pregar a justica e liberdade. Ficaram maiores do que haviam sido em vida. Magnificados pela imaginação, vestidos com as roupagens de uma esperança que não podia mais ser conspurcada pela dura realidade.
Tão marcante foi este sentimento, que em língua portuguesa passou a chamar-se de sebastianismo este desejo mítico de reencarnar uma esperança que se desfizera em pó.
Tristemente o marxismo destruiu suas figuras heróicas. Uma a uma foram despejadas de seus pedestais por novos líderes, estes sim, mais marxistas, mais justos, desnudadores da impostura anterior, até que fossem por sua vez depostos por novos sucessores e por sua vez enxovalhados. (Marx, Lenin e tantos outros).
Resta ainda Fidel Castro, aguardando que sua tirania, sua ditadura que ajoelhou seu povo na miséria, seja, exemplo para as geracoes futuras como um homem que lutou contra "o imperialismo americano".
Mas a cada tropeço, caracteristicamente, levantam-se os sebastinistas do marxismo a invectivar a liberdade. Ora é o capitalismo, que “só visa lucro”, esquecendo que só ele produziu sociedades afluentes. Ora é a democracia, que permite que os que não conhecem a história e as leis econômicas votem, preferiam um partido único e um grupo iluminado decidindo o que é melhor para o povo. Ora é a empresa privada, que conduzida por governos que tudo querem decidir hesita em investir, preferiam a empresa
estatal.
Quando criticam os problemas que o mundo enfrenta, põem a culpa na liberdade capitalista. Qual a alternativa que propõem e que nunca expressam? É que ela é a estatização, com seus cabides de emprego, ineficiência, falta de agilidade e subordinação aos interesses políticos. É o emprego da força bruta e da coerção política, subordinando tudo a um aparelhamento do que reste aos propósitos do grupo no poder.
Estas soluções, que não verbalizam quando criticam, foram os grandes fracassos da humanidade, e os exemplos estão à volta de todo o globo, países esfacelados, povos que perderam sua capacidade de iniciativa. E a cada problema que enfrentamos escrevem saudosos: -
Ah! Quem dera que ressurgisse D. Marxismo e nossas esperanças...